quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

só pra te contar

Bibi,
Vim aqui hoje só pra te contar que rezar está fazendo um bem danado. Lembra da tal fé? Acho que tô reaprendendo a buscá-la. Mas terapia também ajuda, viu? Aliás, terapia é um tanto de razão, mas pede outro tanto (tantão) de fé. E tenho descoberto que basta colocar as coisas no lugar. Sabe o intestino que estava fora do lugar e foi ajeitado?

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

tarde chuvosa

Falando em intestinos abertos cirurgicamente, precisei dar uma guariba semana passada. Eles acabaram sendo vistos, enroladinhos onde não deviam, embora não fossem o centro da atenção. Hoje tá tudo certinho, caminhando bem, cada coisa no seu devido lugar. O corpo, em recuperação. Para isso, precisa ficar parado, trinta dias. Eu, que há poucos dias desejei numa quarta-feira de chuva, no meio da tarde, estar deitada vendo sessão da tarde... Ontem blasfemei contra as gotas que caiam do céu. Não era bem isso o que eu queria, ora! O tédio já tocou a campanhia umas 3 ou 4 vezes. Ontem ele chegou a entrar e tomou um café comigo. Hoje preferi tomar meu cafezinho sozinha. A cabeça, a mil. Quanto mais inerte o corpo, mais ativa fica essa danada. Sabe aquela fé da qual falávamos dia desses? Além do solitário café tomado agora a pouco, vou atrás dela também. Acho que só ela é capaz de calar essas quinze vozes que insistem em tagarelar.

domingo, 21 de novembro de 2010

Nem sempre dá pra ser feliz

A Tristeza e a Alegria são engraçadas. São crianças brincando de pique-pega. Uma aparece no cenário enquanto a outra se enconde. De repente uma surprende a outra e toma o controle da brincadeira. Assim acontece em mim. Eu, que sou apenas o cenário. Fico a mercê das variações. Me resta observar e pensar. Ah! Os malditos pensamentos. As odiosas análises. Nessa brincadeira só eu não me divirto. No pique-pega da Tristeza e da Alegria se juntam a Satisfação e a Insatisfação, o Pegar e o Largar, o Querer e o Não-querer, a Certeza e a Dúvida. Entre risos e correria, entre escoder e aparecer, fico eu. Imovél. Cenário.
Quando coincide da Alegria, do Querer, da Satisfação, do Pegar e da Certeza se esconderem simultaneamente, meu azar! As assombrações surgem na minha mente. Todas as dúvidas me tomam. Eu, cenário sombrio. Desejo que nada mais exista no cenário. Que não exista nem mesmo O cenário. Nenhuma pessoa, nenhuma criança brincando. Apenas silêncio e solidão. Ah! a minha doce solidão, por onde andas que não te encontro?

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

intestinos

Eu tenho um espelho em casa. Muitos dirão: que novidade há nisso, numa mulher ter um espelho em casa? É que o meu é enorme. Talvez não exista outro com tantos metros e centímetros. E ele se move. Não sei se tem pernas, asas. Ás vezes parece que são tentáculos. E, insistentemente, insiste em ficar bem perto de mim. Desse jeito, vejo meus míninos detalhes. Todos os poros abertos. Tem hora que parece que reflete até os intestinos, por dentro mesmo. Tem lá suas vantagens. Ver os próprios intestinos sem precisar deitar numa mesa cirúrgica é no mínimo curioso. O fato, no entanto, é que intestinos nem sempre são bonitos.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

lição do poeta

Ser feliz faz parte de uma eterna escolha. Uma escolha que fazemos ao olhar a grama do vizinho, ao comer a comida da nossa mãe, ao comer a comida de outras mães, ao observar nossa vida, ao observar a vida dos outros, ao lutar nossas cotidianas batalhas. Escolhemos também receber ou não os presentes da vida. A vida nos dá mil presentes todos os dias. Ela não se cansa de dá-los, mesmo quando nem os abrimos, mesmo quando os olhamos com olhos tristes, mesmo quando simplesmente nos recusamos a sermos felizes. Pode existir um presente ao nosso lado quando acordamos pela manhã. Um presente pedido para vida tantas vezes e ela demorou a dar, pois estava escolhendo o melhor para nós. Pode existir um presente quando você passeia pelo quintal da sua casa e em cada pedacinho dela. Todos os pássaros que cantam no quintal são presente que a vida escolheu para dar. Mas quando ganhamos muitos presentes, algumas vezes cansamos de abri-los. Tem dia que a gente acorda sem vontade de brincar. Nesse dia escolhemos a escuridão. Nesse dia esquecemos a lição do poeta: “é melhor ser alegre que ser triste”.

(Esse post é da Bibi. O computador dela não funciona pra isso no trabalho e eu postei pra ela. Aliás, que espécie de local de trabalho é esse que não permite a livre expressão de sentimentos? Rs)

a luz e a escuridão

Existe em nos um pouco de luz e um pouco de escuridão, pois tudo no universo consiste em equilíbrio. Imaginava que o equilíbrio era naturalmente tranqüilo e não exigia esforço. Quando engano! Como poderia duas forças opostas equilibrarem-se sem nenhum esforço? O equilíbrio esta no que escolhemos. O tempo todo escolhemos entre amor e ódio, tristeza e alegria, satisfação e insatisfação, guerra e paz. O tempo todo escolhemos entre luz e escuridão.

quando a grama parece seca

Por que a grama do vizinho parece sempre mais verde? Por que a comida da mãe do amigo é mais gostosa que a que a nossa faz? Por que a mãe do amigo é melhor que a nossa? Por que a vida dos outros é sempre, se não melhor, mais fácil que a nossa? Por quê? Por que eu vejo coisas simplesmente acontecendo na vida dos outros e pra acontecerem na minha eu tenho que operar, tentar, tratar, conversar e decidir? Gostaria de não precisar decidir nada. De tanto lutar – e eu sempre acho que já lutei mais que os outros – eu queria que as coisas viessem como um presente da vida, descobertas de repente. Por que isso tudo Bibi? E por que eu sou assim? Essa que vos fala é uma Lili um tanto dramática, e um pouquinho de mal com a vida.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Ai Lili

Isso foi lindo, Lili. Eu também te amo. E nossa amizade já me tirou de vários apuros. rs
Ai Lili, falar de nossas mães não vai ser tarefa fácil. Você sabe que perco a doçura com facilidade. A perco sempre que sinto o meu véu caindo. Perco sempre que o amor me ameaça ou quando o ser amado se aproxima demais. Sou difícil de se amar Lili? Ou acho que me amar tem que ser, obrigatoriamente, difícil? Seja lá qual for o meu problema com o amor, minha mãe venceu toda e qualquer barreira que eu criei. Minha mãe é uma mãe perfeita. A mais perfeita de todas as mães.Que filha conseguiria sobreviver a isso?

Mas, respiremos fundo. Vamos em frente... Talvez devamos jogar migalhas de pão por esse caminho. ;)

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

muito amando

Sabe, Bibi. Hoje li uma frase que diz assim: "pouco amava, porque o amor não lhe cabia no peito". Não sei o que o autor quis dizer com ela. Vou perguntar na segunda-feira. Isso, eu conheço o cara. Tenho a alegria de conhecer mais de uma pessoa profunda assim, como você. Rs. Entendi que é tanto amor, mas tanto amor, que ele prefere não amar porque não cabe. Rs. Pensando direito agora, acho que não foi bem isso o que ele quis colocar. Mas, como você bem sabe, a gente interpreta o mundo e as coisas do mundo conforme as lentes dos nossos óculos. Por isso achei tão lindo, tão lindo... Até bem pouco tempo eu pensava e vivia assim: o amor me dava medo. Ao mesmo tempo que enchia meu coração, me apavorava. Eu vivia sem saber o que fazer. O amor tinha vida própria, brotava, eu não usava, ele transbordava e eu me assustava. Rs. Era uma bagunça só. Mas mesmo assim era uma bagunça boa. Mesmo sem saber o que fazer com ele, era bom tê-lo em mim. E algo me dizia que um dia eu ia aprender a administrar essa coisa toda. Hoje eu tô aqui, com muito amor no peito (e cabe bastante porque meu peito é grande - rs), e compartilhando de todo ele. Resolvi escrever isso enquanto a gente não começa a debater sobre nossas mães. Acho que essa conversa vai ter um pouco de fel, mas também terá frases doces como o amor. Meu irmão e minha sobrinha, que eu amo tanto, estão apontando a bússula deles novamente para o norte. Já choro de saudade. Mas eis que hoje encontrei meu norte por aqui. Tem sido um constante aprendizado, mas cada vez mais sereno e construído sobre firme rocha. Estou feliz, Bibi. E meu peito não transborda mais de amor. Hoje, muito amando, a quantidade é sempre a certinha e suficiente. Te amo.

mãe

Quero propor-lhe uma conversa sobre mãe. Não a que seremos. Sobre a que nos pariu.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Se ou será?

Vamos combinar, faríamos um grande favor à parte complexa da humanidade se abolíssemos essa conjunção da língua portuguesa. A composição do futuro do verbo ser com o sinal de interrogação poderia também ter sua utilização proibida por lei, por ser considera prejudicial à saúde desse grupo social. É isso, conclui que “se” e “será?” são prejudiciais a saúde! Farei uma campanha. Abraçarei esta causa. Defenderei que nas capas das gramáticas portuguesas venha escrito: Atenção! O Ministério da Saúde adverte: utilize o “se” e o “será?” moderadamente. Talvez seja um pouco difícil entender minha preocupação. Explicarei. Invariavelmente alguém de pensamento complexo se pergunta em momento indevido: Será que ...? Este questionamento faz ruir uma série de crenças necessárias à manutenção da sua felicidade, trazendo sintomas de tristeza, melancolia, irritabilidade. Em outros casos, o individuo observa sua vida (que na maioria das vezes esta ótima) e se questiona: “E se...?”. Esse questionamento tem um efeito tão devastador quanto as células cancerígenas e tornam cinza o que antes estava limpo e saudável. É por isso que digo: precisamos fazer alguma coisa. O “se” e o “será?” estão afetando perigosamente uma parte interessante da humanidade!

Páginas viradas

Parece que nunca leu na vida... Onde já seu viu pensar que ao virar para a próxima página do livro todas as demais teriam seus escritos apagados?

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Voe...

Li um dia desses coisa que alguma bruxa escreveu. Muito bonito. Bruxa do bem. Ela falava de vento frio, medo de não se sabe o quê ou pra quê, nem pra onde e de onde sopra. Me pareceu assustador. Acho que ela falava do medo de ser feliz, do medo de viver. Isso me lembrou uma conversa semana passada com uma amiga. Era sobre a sensação de estar pendurada num galho de árvore, achando que tem um abismo abaixo e que se se soltar, despenca e morre. Só que algo dentro diz (é uma voz que fala do coração e não aquela tagarela da cabeça) que o chão firme está a meio metro, que não existe abismo e que basta soltar as mãos e estender as pernas. O curioso é que ela já soltou outras vezes e confirmou o solo firme e doce sob seus pés. O nome disso é entrega. Parece, então, que a bruxa falava também do medo da entrega. Sabe o que tenho a dizer a essa bruxa? Pegue sua vassoura e voe!!!

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Estou sushupti, não perturbe!

Tenho gostado e querido muito dormir. Acordada mesmo, só fico quando preciso, por causa do trabalho e da faculdade; ou quando desejo, para fazer alguma coisa gostosa em casa. De resto, dormir tem sido meu estado de espírito. Fiquei muito incomodada com essa sonolência excessiva. Pensei em depressão, fadiga, cansaço, insatisfação. Eis que hoje descobri que não é nada disso. Quero dormir – OUÇAM! – porque é a hora que minha mente, que atualmente desce desenfreada ladeira abaixo, se aquieta. Li isso num site sobre a Sahaja Yoga (www.sahajayoga.org.br). Segundo eles (e eu gosto bastante do que eles dizem), existem quatro estados da consciência humana: 1. Jagruti (o estado de consciência de vigília, quando estamos acordados), 2. Swapna (o estado de consciência do sonho), 3. Turya (o estado de consciência sem pensamentos, além da mente), e 4. Sushupti (o estado de sono profundo no qual a mente, o ego e o superego estão calmos). Tenho amado esse tal Sushupti! Imaginem isso: tudo calmo e silencioso... Queria mesmo o Turya, mas por enquanto é o Sushupti que tem me servido. Quero dormir pra calar essa louca varrida que não pára de falar na minha cabeça. Não agüento mais ouvir o suspiro dela. Às vezes não sou compreendida. Imagino que esses incompreensivos sejam pessoas que ou também têm a mente louca, a ponto de nem terem ainda percebido a existência dela (a mente grita tanto que acham que são eles próprios). Ou alguém (no singular porque imagino existir um ou dois seres desse no mundo!) que tem uma mente naturalmente calada, de um jeito que você olha para a pessoa e ela tem aquele olhar vago, direcionado pro horizonte; na cabeça, só o barulho dos grilos cric, cric. Eles existem, e eu tendo a ter raiva deles. Mas se eles conseguem, vou atrás. Enquanto isso, lençol limpinho e plaquinha na porta do quarto: não perturbe!

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

seres faltantes

Sem ser divertida, sendo só muito profunda (risos): o ser humano é, segundo Freud (e eu me rendo a quase todos os argumentos desse gênio-louco), um ser faltante. Isso significa viver toda a vida com alguma falta que jamais será realizada. No máximo, mudaremos de falta. Por que essa loucura? Porque cada escolha que fazemos implica a revelação de um novo desejo. Sempre, sempre, sempre, nos faltará algo. Isso começou lá quando éramos bebês. Passei um tempo me perguntando pra que essa loucura toda. Pra que édipos, seres faltantes e outras cositas. Olho de perto nosso cérebro e continuo a me perguntar por que a coisa não foi feita mais simples: é tudo muito perfeito, muito bonito, mas muito cheio de idas e vindas, voltas e reviravoltas. Nada é zero ou um. Mas sempre me deparo com a sapiência da Vida. Somos faltantes para que possamos ser quem somos. Com tudo que quiseram nos dar desde que nascemos não nos tornaríamos os sujeitos que somos, permaneceríamos para sempre imiscuídos, fundidos àqueles que nos queriam dar. Eles são maus? Não, são apenas seres faltantes como nós. É por isso que só nos resta calar todos esses eus, amordaçá-los se for preciso. E apenas viver, um minuto após o outro. Fácil? Nem um pouco. Mas é possível. Se um monte de gente já parou de beber usando a mesma técnica e filosofia, por que não podemos parar de pensar?

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Procurando uma coisa

Me falta uma coisa. É estranho pensar que me falta logo isso.
Parece ser comum em tanta gente. Pior! a falta me parece incoerente.
Eu juro que tento procurar lá no fundo. Reviro aquelas velhas gavetas.
Levanto a poeira do sotão procurando minha coisa que falta.
Me sinto culpada por me faltar. Meio estranha. Meio esquisita.
Penso que existem pessoas que são assim mesmo. Nelas não existe a falta.
Existe apenas um simples não-querer. Mas em mim nada é simples.
Nasci sofrendo do mal pior: complexidade cognitiva crônica.
Popularmente conhecido como "pensar difícil".
Assim, quando uma coisa falta, tudo fica mais complicado.
Ainda mais se é uma coisa importante. Como sei que é importante?
Porque todo mundo diz que é. Não. Não que eu me importe muito com o que todo mundo diz.
Mas é que nesse caso é "todo mundo" mesmo. Os deuses, a natureza, as celulas, a vida em si. Aí fica difícil contestar!
Então fico aqui com os meus "eus" procurando minha coisa perdida.
É meus "eus" mesmo. Quem sofre de "pensar difícil" não tem botões. Só tem "eus".
Quer saber o que é "eus"? Pergunta pra Lili, não quero falar disso agora.
Estou ocupada procurando minha coisa que falta.
O mais engraçado é que essa coisa só falta parcialmente. É como ter metade de uma coisa que se deveria ter inteira. Eu tenho só a parte que me permite saber que a coisa falta.
Dizem que é assim um instinto, um desejo incontestável, uma certeza de querer mesmo sem saber como é. É meio parecido com sobreviver. Isso é o que dizem, né?
Sei não. Como posso explicar se é uma coisa que me falta.
Em alguns momentos percebo que não é, exatamente, que me falte essa coisa. Eu tenho, só não sei onde está. Percebo isso quando sinto por alguem esse carinho cuidadoso e preocupado que só mãe sente. É... Essa coisa que falta tem a ver com isso,com essa coisa de ser mãe.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

crescidinhas

Já passamos dos 30, mas falar sobre o crescer ainda é um tema recorrente em nossos diálogos. A tarefa às vezes é tão árdua, que por pouco esse blog não ganhou um nome ofensivo ao tema. Mas sinal de que estamos cada dia um pouco mais crescidas é que percebemos isso a tempo e mudamos. A grande questão é que crescer não é nada fácil. A maioria de nós passa a infância sonhando com o dia em que seremos adultos. Ansiosos, fantasiamos como será quando tivermos nosso próprio dinheiro, nossa carteira de motorista; quando pudermos viajar só com amigos, levar o namorado (a) para dormir em casa; quando tivermos nossa própria “vida”. Sonhamos ser donos do nosso próprio nariz. Só não paramos para pensar em todos os ônus que vêm junto com cada uma dessas conquistas. Eis que os anos vão passando e percebemos que a vida é uma odisséia: cheia das esperadas aventuras, mas também abarrotada de imprevistos. Nessa viagem, muitas pessoas acabam endurecendo diante das dificuldades. Fazendo uma escolha aqui e outra ali, vai ficando para trás a doçura da criança que um dia fomos. Imagino que a grande conquista, afinal, seja “matar os demônios sem que morram também os anjos”*. Como? Rindo da gente. Gargalhando das nossas maluquices. Sendo sempre doidamente divertidas. Rs.

*Marie-Louise Von Franz, psicanalista, pesquisadora e escritora da Alemanha, importante continuadora do trabalho de Carl G. Jung.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

tpm ou não?

Para mim a pior parte é a dúvida. Será que é tmp mesmo ou minha vida esta uma merda?
Bom, analisando racionalmente, a minha vida até que é boa (principalmente se tomar por base os povos da africa do sul). Assim, concluo que é tmp. Seria o suficiente para me sentir melhor se o turbilhão de emoções, que povoa algumas das minhas semanas, permitisse.
Enquanto a cura não chega, convivo com minha irritação, completamente real e aparentemente injustificável. Sigo evitando tomar decisões em tempo de turbulência emocional. ;-P

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

batalha contra a tpm

Resolvi estrear o blog falando do conflito mais recente: TPM. Sexta-feira passada eu estava sentada diante da televisão, assitindo Globo Repórter e eis que vejo uma luz no fim do túnel: Dra. Mara Diegoli, de São Paulo, exterminadora de tpms (em letras minúsculas pra ela começar a se colocar no seu devido lugar). Minha primeira ação na segunda de manhã foi encontrar, a qualquer custo, a tal doutora na internet. Determinei que eu ia achá-la custasse o que custasse. Mas prova de que ela é uma enviada dos céus é que tem até blog para ajudar/orientar as desesperadas como eu. E a mulher é tão santa que me respondeu no mesmo dia, perguntando sintomas e etc para iniciarmos a caça às bruxas. Ri sozinha escrevendo meu diário da tpm (em letras minúsculas para sempre!!). Leiam e me expliquem como é que uma criatura consegue viver assim. E como é que sobrevivem os que vivem perto desse monstro criado pela enxurrada de hormônios!

"Boa tarde, Dra. Mara!
Há cerca de um ano tenho percebido sintomas cada vez mais acentuados de tensão pré-menstrual. Vinha fazendo a mais ou menos quatro meses, inclusive, um diário do que eu sinto...
Primeiro dia:
Desânimo, cansaço, vontade de dormir, um pouco de mal humor.
Segundo ao sexto dia:
Mal humor aumentando; irritabilidade.
Sétimo e oitavo dias:
Aumento de todos os sintomas: muito mal humor; irritabilidadade; desânimo; impaciência; carência. Aparecimento de novo sintomas: dor nas pernas, principalmente à noite; insônia; náuseas. Falta de paciência extrema com as pessoas mais próximas (e eis que surge a segunda vítima: o marido). Libido em queda livre.
Nono ao décimo primeiro dia:
Começa a haver alguma tentativa de melhora. Mas persistem os sintomas emocionais: irritação com tudo e todos; falta de paciência; mal humor generalizado; carência; nada do que fazem está bom.
Décimo segundo dia em diante:
Melhora gradativa dos sintomas.
Décimo quinto dia:
Melhora dos sintomas. Restam apenas resquícios do desgaste emocional que foram os últimos dias."