sexta-feira, 1 de outubro de 2010

muito amando

Sabe, Bibi. Hoje li uma frase que diz assim: "pouco amava, porque o amor não lhe cabia no peito". Não sei o que o autor quis dizer com ela. Vou perguntar na segunda-feira. Isso, eu conheço o cara. Tenho a alegria de conhecer mais de uma pessoa profunda assim, como você. Rs. Entendi que é tanto amor, mas tanto amor, que ele prefere não amar porque não cabe. Rs. Pensando direito agora, acho que não foi bem isso o que ele quis colocar. Mas, como você bem sabe, a gente interpreta o mundo e as coisas do mundo conforme as lentes dos nossos óculos. Por isso achei tão lindo, tão lindo... Até bem pouco tempo eu pensava e vivia assim: o amor me dava medo. Ao mesmo tempo que enchia meu coração, me apavorava. Eu vivia sem saber o que fazer. O amor tinha vida própria, brotava, eu não usava, ele transbordava e eu me assustava. Rs. Era uma bagunça só. Mas mesmo assim era uma bagunça boa. Mesmo sem saber o que fazer com ele, era bom tê-lo em mim. E algo me dizia que um dia eu ia aprender a administrar essa coisa toda. Hoje eu tô aqui, com muito amor no peito (e cabe bastante porque meu peito é grande - rs), e compartilhando de todo ele. Resolvi escrever isso enquanto a gente não começa a debater sobre nossas mães. Acho que essa conversa vai ter um pouco de fel, mas também terá frases doces como o amor. Meu irmão e minha sobrinha, que eu amo tanto, estão apontando a bússula deles novamente para o norte. Já choro de saudade. Mas eis que hoje encontrei meu norte por aqui. Tem sido um constante aprendizado, mas cada vez mais sereno e construído sobre firme rocha. Estou feliz, Bibi. E meu peito não transborda mais de amor. Hoje, muito amando, a quantidade é sempre a certinha e suficiente. Te amo.

Nenhum comentário: