quinta-feira, 25 de novembro de 2010

tarde chuvosa

Falando em intestinos abertos cirurgicamente, precisei dar uma guariba semana passada. Eles acabaram sendo vistos, enroladinhos onde não deviam, embora não fossem o centro da atenção. Hoje tá tudo certinho, caminhando bem, cada coisa no seu devido lugar. O corpo, em recuperação. Para isso, precisa ficar parado, trinta dias. Eu, que há poucos dias desejei numa quarta-feira de chuva, no meio da tarde, estar deitada vendo sessão da tarde... Ontem blasfemei contra as gotas que caiam do céu. Não era bem isso o que eu queria, ora! O tédio já tocou a campanhia umas 3 ou 4 vezes. Ontem ele chegou a entrar e tomou um café comigo. Hoje preferi tomar meu cafezinho sozinha. A cabeça, a mil. Quanto mais inerte o corpo, mais ativa fica essa danada. Sabe aquela fé da qual falávamos dia desses? Além do solitário café tomado agora a pouco, vou atrás dela também. Acho que só ela é capaz de calar essas quinze vozes que insistem em tagarelar.

domingo, 21 de novembro de 2010

Nem sempre dá pra ser feliz

A Tristeza e a Alegria são engraçadas. São crianças brincando de pique-pega. Uma aparece no cenário enquanto a outra se enconde. De repente uma surprende a outra e toma o controle da brincadeira. Assim acontece em mim. Eu, que sou apenas o cenário. Fico a mercê das variações. Me resta observar e pensar. Ah! Os malditos pensamentos. As odiosas análises. Nessa brincadeira só eu não me divirto. No pique-pega da Tristeza e da Alegria se juntam a Satisfação e a Insatisfação, o Pegar e o Largar, o Querer e o Não-querer, a Certeza e a Dúvida. Entre risos e correria, entre escoder e aparecer, fico eu. Imovél. Cenário.
Quando coincide da Alegria, do Querer, da Satisfação, do Pegar e da Certeza se esconderem simultaneamente, meu azar! As assombrações surgem na minha mente. Todas as dúvidas me tomam. Eu, cenário sombrio. Desejo que nada mais exista no cenário. Que não exista nem mesmo O cenário. Nenhuma pessoa, nenhuma criança brincando. Apenas silêncio e solidão. Ah! a minha doce solidão, por onde andas que não te encontro?