terça-feira, 17 de agosto de 2010
Estou sushupti, não perturbe!
Tenho gostado e querido muito dormir. Acordada mesmo, só fico quando preciso, por causa do trabalho e da faculdade; ou quando desejo, para fazer alguma coisa gostosa em casa. De resto, dormir tem sido meu estado de espírito. Fiquei muito incomodada com essa sonolência excessiva. Pensei em depressão, fadiga, cansaço, insatisfação. Eis que hoje descobri que não é nada disso. Quero dormir – OUÇAM! – porque é a hora que minha mente, que atualmente desce desenfreada ladeira abaixo, se aquieta. Li isso num site sobre a Sahaja Yoga (www.sahajayoga.org.br). Segundo eles (e eu gosto bastante do que eles dizem), existem quatro estados da consciência humana: 1. Jagruti (o estado de consciência de vigília, quando estamos acordados), 2. Swapna (o estado de consciência do sonho), 3. Turya (o estado de consciência sem pensamentos, além da mente), e 4. Sushupti (o estado de sono profundo no qual a mente, o ego e o superego estão calmos). Tenho amado esse tal Sushupti! Imaginem isso: tudo calmo e silencioso... Queria mesmo o Turya, mas por enquanto é o Sushupti que tem me servido. Quero dormir pra calar essa louca varrida que não pára de falar na minha cabeça. Não agüento mais ouvir o suspiro dela. Às vezes não sou compreendida. Imagino que esses incompreensivos sejam pessoas que ou também têm a mente louca, a ponto de nem terem ainda percebido a existência dela (a mente grita tanto que acham que são eles próprios). Ou alguém (no singular porque imagino existir um ou dois seres desse no mundo!) que tem uma mente naturalmente calada, de um jeito que você olha para a pessoa e ela tem aquele olhar vago, direcionado pro horizonte; na cabeça, só o barulho dos grilos cric, cric. Eles existem, e eu tendo a ter raiva deles. Mas se eles conseguem, vou atrás. Enquanto isso, lençol limpinho e plaquinha na porta do quarto: não perturbe!
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