terça-feira, 8 de novembro de 2011

tipinho estranho

Bibi, sempre me emocionei muito com os textos do blog Para Francisco. O mesmo acontece com o Para meu pai. Navegando pelo mundo blogueiro, descobri um outro que nem guardei o nome. Comecei a ler e a me emocionar novamente. Achando os textos lindos, cheios de sentimento. Depois de ler uns seis posts, percebi que era do tipo "perdi a Silvia e relato aqui". Esclarecendo: Para Francisco e Para meu pai são do mesmo tipo: "perdi alguém e relato aqui". Saí correndo de lá e vim pra cá. Escrever para exorcizar. A que se emociona é aquela parte de mim que só sente na tristeza. É aquela parte de mim, Bibi, que está desaparecendo. Mas dá pra ver que ela ainda faz aparições.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

amor

Eu sempre soube. Nunca foi arrebatador e caótico. Foi sempre calmo e leve. Eu briguei muito com isso. E muitas vezes ainda brigo. Fico querendo a intensidade, a loucura e o desaranjo. Fico buscando paixão. Mas eu sempre soube que o que eu sinto é amor.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

meu pão de cada dia

Meu olhar tropeçou naquele mendingo. As pernas quiseram voltar para que as mãos se estendessem a ele. Tudo era, no entanto, o velho dar o que não se tem. Mas não. Quero olhar, pernas, corpo todo e alma voltados primeiro para mim. Quero, inteira sim, poder compartilhar. Nada mais de ficar com migalhas por ter dado o pão para os outros. O pão, todinho, é meu. Se sobrar, eu dou. E você tem que pedir. Meu cuidado é precioso demais para ser dado a quem desperdiça. Ou nem cobiça.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

segredinho do biloto

Eu e ele num quarto. Era pra ser o "enfim sós". Mas nem o quarto era nosso. Era na casa deles outros todos. Um estava no cômodo ao lado. Outro, no de cima. Ainda não dava pra ser só eu e ele. Ela passava e eu me preocupava com ela. A outra chegava. E eu me preocupava com todos eles. Acabava esquecendo de mim, e dele. Aos poucos vou percebendo a cumplicidade entre todos da casa. Menos eu. Não existiam desprotegidos. Eles se conheciam. Era só eu sobrando. Desprendida, posso olhar de novo pra ele. Olho pra outra também. A chegada dela parece que ajuda. Num carrinho de supermercado, um monte de presentes disfaçados pra mim. Era o ofício dela. Disfarçava presentes para que eu pudesse recebê-los sem a interferência daqueles outros. A outra e ele sabiam esse segredo. E me mostravam. E me enchiam desses presentes secretos. Só nossos.

um, dois, três...

Tem gente de todo jeito. Tem gente “um’, tem gente “dois”, tem gente que é “tantos” que nem consegue ser “gente”. Não dá tempo de “ser”. Por enquanto, eu vim na vida para ser eu e só eu. “Euzinha” e o mundo. Mas a gente tem várias vidas em uma só. Pode ser que venha um tempo em que eu serei “dois”, talvez “três”. Por enquanto não quero. Já esta me custando muito ser “um”. As vezes acho estranho esse mundo todo só para mim. Parece que todo mundo divide o seu mundo e eu sou a única, egoísta, que quer o mundo só para si. Ah! Mas nessa vida que vivo agora, é tão bom olhar em volta e sentir que é tudo meu. Quando alguém ameaça entrar tenho vontade de correr. É meu! O espaço é meu. O tempo é meu. O mundo é meu e todas as possibilidades são minhas, mesmo que eu nunca as use. As possibilidades me agradam.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

também não sei

A Cris escreveu no blog dela que aprendeu, com a mãe ou com Platão, a ser incompleta, “como se sozinha não fosse inteira”. Li, achei bonito e até senti um pouco de inveja. Pois eu não sou assim. Aprendi, sozinha, a ser inteira, a ser completa e a ser... sozinha. Agora, diferente da Cris, não sei como desaprender a ser uma, pra poder ser dois.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

saudade

Já há um tempo tenho sentido saudade dos nossos passeios como aquele pelo lago de gelo. Mas só agora dei conta de contar-lhe. Sei que naquele momento passávamos por dificuldades, cada uma a seu modo. E a saudade não é - pasme - da dificuldade. Tenho tido, a cada dia, sentido menos falta dessa antiga companheira. A saudade é da sua companhia, de estarmos juntas, aprendendo e ajudando uma à outra. Sei que distaciamentos às vezes são necessários. Sei - embora aínda não possa falar sobre isso - que a distãncia foi colocada por você, e por mim também. Mas espero que a gente volte a passear juntas pela vida. pois acredito que somos melhores quando estamos perto uma da outra. Eu sei que sou quando compartilho da sua amizade e da sua vida.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

A vida - Henfil

"Por muito tempo eu pensei que a minha vida fosse se tornar uma vida de verdade. Mas sempre havia um obstáculo no caminho, algo a ser ultrapassado antes de começar a viver. Um trabalho não terminado, uma conta a ser paga. Aí sim, a vida de verdade começaria. Por fim, cheguei a conclusão de que esses obstáculos eram a minha vida de verdade. Essa perspectiva tem me ajudado a ver que não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho! Assim, aproveite todos os momentos que você tem. E aproveite-os mais se você tem alguém especial para compartilhar. Especial o suficiente para passar seu tempo. E lembre-se que o tempo não espera ninguém. Portanto, pare de esperar até que você termine a faculdade, até que você volte para a faculdade, até que você perca 5 quilos, até que você ganhe 5 quilos, até que você tenha tido filhos, até que seus filhos tenham saído de casa, até que você se case, até que você se divorcie, até sexta à noite, até segunda de manhã, até que você tenha comprado um carro ou uma casa nova, até que seu carro ou sua casa tenham sido pagos, até o próximo verão, outono, inverno, até que você esteja aposentado, até que a sua música toque, até que você tenha terminado seu drink, até que você esteja sóbrio de novo, até que você morra. E decida que não há hora melhor para ser feliz do que AGORA MESMO...
Lembre-se: felicidade é uma viagem, não um destino. Quem tem um porquê viver, encontrará, quase sempre o como."

sexta-feira, 25 de março de 2011

doidinhas e divertidas

Bibi, fiquei me vendo hoje, refletida no espelho dos acontecimentos, e me espantei com o tanto que somos parecidas. E sabe a que conclusão cheguei? O mundo seria mais pobre sem nós. Sem pretensão alguma. A gente colore isso tudo aqui. Risos. Tá certo que tem hora que carregamos na tinta, mas é tudo muito colorido e feliz no fim das contas. Somos duas artistas. Risos. E por isso não vamos nunca desistir. Vamos continuar a atravessar nossos lagos de gelo fino. E praias. E montanhas. E cerrados. E savanas. Somos doidinhas, mas somos muito divertidas.

quarta-feira, 23 de março de 2011

viajante

Entrei numa biblioteca essa semana, à caça de um bom livro. Puro entretenimento. Eis que encontro um que traz a peculiar história de um casal. Ele tem uma doença que o faz, de tempos em tempos, viajar no tempo, ora pro passado, ora pro futuro. Nessa, precisa aprender a se adaptar a cada nova vida encontrada e, de quebra, conhece sua esposa, verso e reverso. Ela precisa aprender a conviver com a ausência do marido e as idiossincrasias dessa relação inusitada. Quis comprar o livro, mas preferi anotá-lo na minha lista de "Livros que Desejo". Por que? Acho que seria demais encontrar a resposta. Eu, que sempre vivi de perguntas, como posso, de repente, simplesmente ter as respostas? Anjos às vezes também aparecem - em sonhos ou em carne e osso - trazendo o fim aos questionamentos. Mas como ouví-los e não ter mais com o que se preocupar? E é nessa insistente mania de recusar o presente que a Vida apresenta que as respostas começam a embaralhar. O que havia deixado de ser fantasma começa novamente a assombrar. O que já era luz começa a ser tomado pela escuridão. Me responde, Bibi: como fazer para ACREDITAR invés de ESPERAR E DESEJAR? Como acreditar naquela Joaninha que um dia explicou que era a lagarta que tinha virado borboleta e não a borboleta que ia virar lagarta?

Detalhe: postezinho nada divertido - risos. risos. risos

quarta-feira, 16 de março de 2011

sonho

Bibi, quando eu resolvi fazer esse blog com você, achei que seria o diário de uma nova fase. Pras duas. Vejo, pela ausência de posts, que continuamos doidinhas, mas ainda pouco divertidas.

sexta-feira, 11 de março de 2011

tsunami

O que a gente faz quando uma onda gigante chega carregando tudo que vê pela frente? Tá enganado quem pensa que fenômenos desses só acontecem no Japão ou na Indonésia. Bom é saber que construções sólidas se mantêm de pé.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

sai, cuca

- Por que eu não me empenho para fazer uma coisa que quero tanto?
- Será que eu quero mesmo?
- Que parte de mim não quer?

É fundamental conhecer o inimigo, olhá-lo de frente (diversas vezes se for necessário) para então colocá-lo no seu devido lugar.

Fora daqui, i i i i. Foooooora daqui...

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

oração para todos

Desejo que o passado e o futuro deixem de existir para mim. Desejo que a única coisa que me importa e o único lugar onde eu sempre esteja seja AGORA. Desejo também que minha mente se aquiete. Desejo que na quietude do Presente, eu reencontre o amor, a alegria e a paz de espírito. Desejo que as dúvidas, a angústia, a depressão e a ansiedade, mesmo que esporádicas, se afastem de mim. Desejo isso também a todas as pessoas importantes na minha vida. Desejo ainda que as pessoas que eu sequer conheço também encontrem isso.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

amigas

Amigas são espelhos nos quais eu olho e sei onde fica cada coisa. Assim descubro o lugar das peças soltas do quebra-cabeça de mim mesma. E então posso encaixá-las. No fim costuma surgir um quadro bem bonito, ou engraçado.