Entrei numa biblioteca essa semana, à caça de um bom livro. Puro entretenimento. Eis que encontro um que traz a peculiar história de um casal. Ele tem uma doença que o faz, de tempos em tempos, viajar no tempo, ora pro passado, ora pro futuro. Nessa, precisa aprender a se adaptar a cada nova vida encontrada e, de quebra, conhece sua esposa, verso e reverso. Ela precisa aprender a conviver com a ausência do marido e as idiossincrasias dessa relação inusitada. Quis comprar o livro, mas preferi anotá-lo na minha lista de "Livros que Desejo". Por que? Acho que seria demais encontrar a resposta. Eu, que sempre vivi de perguntas, como posso, de repente, simplesmente ter as respostas? Anjos às vezes também aparecem - em sonhos ou em carne e osso - trazendo o fim aos questionamentos. Mas como ouví-los e não ter mais com o que se preocupar? E é nessa insistente mania de recusar o presente que a Vida apresenta que as respostas começam a embaralhar. O que havia deixado de ser fantasma começa novamente a assombrar. O que já era luz começa a ser tomado pela escuridão. Me responde, Bibi: como fazer para ACREDITAR invés de ESPERAR E DESEJAR? Como acreditar naquela Joaninha que um dia explicou que era a lagarta que tinha virado borboleta e não a borboleta que ia virar lagarta?
Detalhe: postezinho nada divertido - risos. risos. risos
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